A terceira edição dos prémios Best of European Business (BEB) 2007/2008, organizada pela Roland Berger Strategy, arrancou hoje em Portugal. O objectivo é encorajar a excelência das empresas e contribuir para um clima de ambição e progresso económico, num concurso em que, além de Portugal, participam Espanha, França, Itália, Polónia, Reino Unido, Alemanha e Dinamarca.
“Há cerca de três anos, reinava um pessimismo na Europa e a Roland Berger Stratey Consultants pensou que estava na altura de mostrar aos europeus e ao mundo que se fazem coisas do melhor que há na Europa. Como a adesão ao evento foi tão grande, decidimos tornar isto um processo contínuo, um marco anual para se pensar Europa”, sublinhou o “managing partner” da consultora, António Bernardo, na apresentação do evento que tem como “media partner” em Portugal o Jornal de Negócios.
Cinco prémios em disputa
A edição deste ano premeia o desempenho das empresas em duas categorias: Profitable Growth (Crescimento Rentável) e Cross-Border M&A (Fusões e Aquisições). Estes dois prémios são atribuídos em todos os oito países participantes. Existem, também, dois galardões adicionais que, este ano e em Portugal, serão o Grau de Integração com os BRICs e o Grau de Integração Ibérica. Há ainda um prémio especial que visa distinguir o melhor gestor/empresário das cotadas do País.
Para estes prémios, as empresas são avaliadas em diversos critérios quantitativos e qualitativos por um júri nacional composto por figuras de “referência” da gestão. “Uma avaliação que será certificada pelo nosso parceiro académico, que este ano é o ISCTE”, explicou António Bernardo. A votação será feita através do site do Jornal de Negócios. De entre os cinco melhores, o júri será o responsável pela escolha final.
As empresas seleccionadas serão conhecidas a 29 de Janeiro de 2008, de onde sairão os representantes nacionais na final europeia, que terá lugar a 21 de Fevereiro de 2008.
No entanto, as melhores empresas da edição 2007/2008 já foram galardoadas em alguns países, nomeadamente em Espanha, onde a Iberdrola ganhou o Cross-Border M&A e a Telefónica foi premiada com o Grand Prix.
Crescimento é o principal motor do sucesso
Na edição do ano passado, a EDP conquistou o prémio nacional e internacional de Cross-Border M&A . Em território nacional, a Galp Energia e a Logoplaste foram distinguidas com as melhores em “Profitable Growth” e o prémio de “Europeineidade” foi para a Mota-Engil e para a Renova.
Ao observar estas e outras empresas vencedoras a nível internacional, a Roland Berger concluiu que o crescimento é o principal motor de sucesso. Esta é a primeira grande conclusão do relatório do BEB 2006/2007. “Os campeões de crescimento são, também, as melhores empresas noutras áreas”, salienta o documento.
Outra das conclusões refere que a criação de valor é resultado de crescimento e controlo de custos. “Os vencedores seguem estratégias combinadas de crescimento e optimização. Não se trata apenas de mera contenção de custos”, sublinha António Bernardo.
O “managing partner” da Roland Berger ressalta, ainda, que as expectativas de crescimento e exportação para a Europa são positivas. “A Europa pode liderar as indústrias do futuro, nomeadamente na área do ambiente e energias, que se podem tornar uma fonte de vantagem competitiva”.
Estratégia é o factor crítico de sucesso
Se o crescimento é o motor do sucesso, uma estratégia corporativa definida, clara e sustentável é o factor diferenciador comum aos vencedores da edição do ano passado, quer nas grandes, quer nas pequenas empresas.
A responsabilidade social apresenta-se, também, como um traço comum entre as empresas vencedoras do ano passado. “Empenho na transparência, boa gestão e risco e meios criativos para gerar novos negócios são já símbolo de uma ‘boa’ empresa europeia”, refere o relatório do ano passado.
Por outro lado, todas as companhias distinguidas no BEB 2006/2007 baseiam as suas estratégias corporativas num forte mercado doméstico. “Sem a base doméstica, a globalização torna-se difícil”, sublinha o “managing partner” da Roland Berger.
Diferenciação é mais importante que cortar custos
Diferenciar é mais importante que cortar custos. Esta foi a resposta teórica da maior parte dos CEO portugueses entrevistados na sequência da cimeira europeia do ano passado. “Cortar custos continua ainda a ser um tópico importante, mas a chave do sucesso está na oferta de produtos que se diferenciam e estratégias de valor acrescentado”.
Em Portugal, muito dos inquiridos referiram, igualmente, que os políticos deviam eliminar mais barreiras. “Acções e não palavras são necessárias para criar um mercado comum”, sustenta o documento.
A um nível global, os principais CEO europeus estão optimistas quanto ao futuro da Europa como uma região de economias baseada no conhecimento, refere o relatório. Os inquiridos europeus expressam, também, a vontade de haver menos investimento no sector agrícola, em beneficio do sector do ambiente e energias alternativas.
Fonte: Jornal de Negócios
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